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Crítica | Na renovação da franquia, Tom Holland assume o papel do super-herói e enfrenta uma terrível ameaça


Terceiro intérprete de Peter Parker/Homem-Aranha na renovação da franquia, o inglês Tom Holland é a encarnação mais adolescente do personagem nestes 15 anos, período em que este foi interpretado por Tobey Maguire e Andrew Garfield. Não se trata apenas da troca de atores e sim da dinâmica do protagonista em Homem Aranha: De Volta O Lar, que, mais do que nos filmes dirigidos por Sam Raimi e Mark Webb, agora tem que encarar as limitações da autoridade adulta aos seus literais sonhos de voar.

Visto em filmes como O Impossível (2012) e no recente Z – A Cidade Perdida (2017), Holland está comprando aqui seu passaporte para o estrelato. Mesmo caso do diretor do filme, Jon Watts, que tem um passado na televisão e ganhou certo conceito com o filme A Viatura (2015).

Com 21 anos completos e interpretando o personagem de 15 anos com total credibilidade, Holland encarna o garoto ansioso para assumir em tempo integral o seu lado Homem-Aranha, pelo qual ele tomou gosto após uma breve experiência com os Vingadores, a turma de super-herois que inclui Thor, Capitão América e o Homem de Ferro – este, aliás, o seu mentor, sob sua identidade civil do bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.). Stark, no entanto, quer que o garoto amadureça mais um pouco e coloca para supervisioná-lo seu assistente, Happy Hogan (Jon Favreau), que o monitora à distância usando a tecnologia.

Tia May (Marisa Tomei), a guardiã de Peter, como sempre, não pode saber de nada desta vida dupla. Oficialmente, para ela, Peter é um estagiário das organizações Stark, o que justifica seus eventuais sumiços em situações de treinamento do jovem super-herói.

Como todo adolescente, Peter não quer esperar para crescer. E assim, sai diariamente às ruas, em Nova York, procurando o que fazer. Mas encontra missão maior do que esperava quando identifica as atividades anormais da gangue em torno de Adrian Toomer, aliás, o Abutre (Michael Keaton). Este especializou-se na fabricação e comercialização de armas perigosíssimas, a partir de materiais deixados pelos alienígenas que quase destruíram Nova York, nos eventos vistos em Os Vingadores (2012).

Xereta como um detetive particular, começa a seguir as pistas da gangue. Ao mesmo tempo, tenta manter sua rotina escolar, onde tem como melhor amigo o nerd Ned (Jacob Batalon) e curte uma paixão não declarada pela bela Liz (Laura Harrier).

Visualmente, o filme não apresenta maiores novidades em relação às franquias recentes do personagem, mas cria sequências eletrizantes numa situação de perigo num alto monumento em Washington e numa balsa em Staten Island. Fora isso, como o vilão tem uma roupa mecânica dotada de asas, o Homem-Aranha protagoniza uma série de acrobacias bem longe do chão, além das habituais lançadas de teia pelos pulsos já vistas nos filmes de Raimi e Webb.

Visivelmente, Homem Aranha: De Volta ao Lar quer conectar-se com uma plateia adolescente que talvez nem tenha visto as franquias recentes, criando situações no grupo da escola com as quais esse público pode identificar-se imediatamente. Neste sentido, o elenco jovem está à altura, dando conta do recado com carisma e humor.
Voltando às próprias origens, Michael Keaton cria igualmente um vilão convincente e perigoso, inclusive por um detalhe familiar que é melhor não revelar aqui. Através dele e dos personagens de Stark e Happy, materializa-se o conflito de gerações que alimenta a trama, inclusive seu lado cômico.

Por Neusa Barbosa do Cineweb

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